Nelson Motta ganha cinebiografia que vai narrar aspectos de sua intensa trajetória
- Carlos Mossmann
- 25 de set.
- 3 min de leitura
Baseado em sua autobiografia “De cu pra lua”, o longa tem produção de Gláucia Camargos, direção de Lírio Ferreira e roteiro de Walter Macedo Filho

Existe uma linha invisível que costura a cultura pop brasileira. Ela atravessa estúdios enfumaçados, redações barulhentas, palcos brilhantes e salas de estar com a TV ligada. Em quase todos esses pontos, um nome aparece como crédito e como refrão: Nelson Motta. Jornalista, escritor, compositor, produtor musical. Um radar cultural ambulante. Agora, ele muda de palco. Sua vida vira filme.
A cinebiografia parte de “De cu pra lua”, autobiografia lançada em 2020, e chega às telas com direção de Lírio Ferreira, produção de Gláucia Camargos e roteiro de Walter Macedo Filho. É o encontro de um autor que afinou o ouvido do país com um diretor que transforma memória em imagem viva. E, sim, o título provoca, do jeito que Nelson gosta. Cutuca a curiosidade e abre a porta para boas histórias.
Quem é do Brasil pop já sabe: a trajetória de Nelson não cabe numa prateleira. Ele atravessou décadas e formatos, da literatura à TV, da música ao jornalismo, e fez da própria vida uma playlist generosa. No livro “De cu pra lua: Dramas, comédias e mistérios de um rapaz de sorte”, ele revisita memórias pessoais e profissionais com humor e intimidade, olhando o país por dentro. O cinema agora quer capturar essa pulsação: a aventura, o risco, os tropeços que viram aprendizado e a leveza de quem prefere rir e seguir.
Lírio, menino que viu Nelson na TV e pensou “quero ser esse cara”, traz a devoção de quem reconhece um personagem maior que a própria época. Doce, inteligente, carismático, bonito e muito curioso. “A partir desse instante, começo a me achar também um sujeito de sorte”, diz o diretor, diante do protagonista perfeito para uma história que fala do Brasil e de seus bons brasileiros.
“A vida me deu muito e me alegro em compartilhar.”
Nelson entrega o tom do filme: “Que as pessoas se divirtam acompanhando minha trajetória movida a sorte e esforço e seus mistérios.” E completa o briefing afetivo do que quer ver na tela: amor pela aventura, risco como método e humor como manual de sobrevivência.









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