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Recreio larga os instrumentos e assume performance corpórea em videoclipe de Empatia

Dirigido e produzido pela banda, single estreia hoje (11) e dá início à divulgação do primeiro disco do quinteto.

Arthur Valandro, André Garbini, Bernard Simon, Gabriel Burin e Ricardo De Carli formam a banda porto-alegrense Recreio, um projeto musical que nasceu do Soundlights, que tinha Arthur a frente e lançou, em 2017, o EP Sons que vêm do Sítio, pela Lezma Records.


Mas, agora, em formato banda e com novo nome, o quinteto divulga hoje (11) o primeiro single do álbum de estreia,Tiranos Melancólicos. A faixa Empatia nasce com videoclipe dirigido por Ricardo, que também é o responsável pela capa e pela produção da faixa junto a Bernard Simon. Já a coreografia e direção de movimento é assinada por Camila Vergara.



Gravada em apenas dois dias no estúdio Frisbe, a música é sobre um tema cotidiano que é sentir empatia de forma genuína, porém limitada:


“ela fala sobre um sentimento cru e espontâneo da ideia de que, por mais próximo que uma pessoa seja da outra, ou tenha conhecimento sobre a história de vida de quem está ali em sua frente, sua capacidade de compreendê-la e empatizar com ela é limitada. De forma transparente, declara: eu não sei mesmo o que é ser você. Na medida em que esse limite é reconhecido, o interlocutor consegue entregar-se àquela relação sem medo e em respeito à conclusão de que só a pessoa pode saber inteiramente sobre si. A dinâmica paradoxal de que delimitar é uma forma de agir com maior liberdade é outra premissa importante da canção. Já o refrão canta melodias sem letra para ilustrar o sentimento catártico de entrar em contato com esse insight. Cantar sem dizer algo é uma forma de representar um sentimento incapaz de ser expressado em palavras”, explica o compositor e vocalista Arthur Valandro.


Sobre as influências que a banda buscou para a produção da faixa, o produtor Ricardo De Carli revela:


“Quando gravamos a música, o disco Heartless, da Nilüfer Yanya andava presente em nossa escuta, curtimos a forma que ela consegue propor sonoridades bem anos 90 ao lado de tendências mais contemporâneas. O trabalho de Alex G também vem sendo um bom norte há algum tempo para nossa produção, além de alguns clássicos da época, como Sonic Youth e Smashing Pumpkins. Demos também alguns plays em Skank e Marisa Monte, o que nos ajudou a definir a intenção e interpretação. Ambos artistas conseguem elaborar música pop com proposições bem experimentais, aliando também leveza no toque e presença no som”.


Clipe: Filmado em Porto Alegre, o clipe nasceu da busca pela inovação da linguagem na comunicação da banda, o que resultou em trabalho performático integrado ao conceito não só da canção, como do disco também.


“Deixamos os instrumentos de lado e decidimos nos submeter a um processo de corpo, movimento e dança. Não temos nenhuma experiência prévia na área, então apostamos que assumir essa dinâmica como grupo nos traria novas possibilidades”, comenta Arthur.


Camila Vergara foi a coreógrafa escalada e ministrou estudos periódicos com a banda, introduzindo os integrantes ao despertar da singularidade de movimento, estimulando a improvisação e a criação dos passos, partindo da referência de dança contemporânea, presente na formação acadêmica da artista. ”Camila conduziu práticas de dança associadas a estímulos poéticos e à imaginação, que resultaram em fragmentos coreográficos. Estes fragmentos foram costurados em uma sequência coreográfica e foi desenvolvido um roteiro para estruturar as improvisações, deixando espaço para o jogo e o acaso”, conta o vocalista.


Registrado com uma handycam, o vídeo traz uma atmosfera intimista, propositalmente desenvolvida para conduzir o espectador para um ambiente acolhedor.

“A casa é um espaço de troca, de debate, de intimidade de pequenos grupos. Sendo músicos, temos costume de visitar os amigos e levar algum instrumento para tocar. E se fôssemos dançarinos? Essa comparação também disparou algo que nos interessou, como se um grupo de pessoas que estivesse numa reunião em casa começasse a dançar, a se assistir e se divertir”, revela o diretor Ricardo.


Capa: Reforçando a identidade DIY da banda, a capa foi concebida e idealizada também pelo músico Ricardo, e dialoga não só com o conceito da música e videoclipe, como do álbum em si. “Um mundo que não deu muito certo - a toxicidade, tanto na questão climática quanto nos relacionamentos entre pessoas, é um dos temas que estrutura a obra do disco. Sinto que empatia é um sentimento/conceito que hoje em dia se tornou complexo, ambivalente e saturado. Tanta apropriação do termo pareceu reordenar o que empatia significa, ou ainda lhe conferir diferentes sentidos, do mais sincero ao mais comercial e vazio. Pensei no azul por não ser uma cor tão óbvia para representar uma flor, e essa cor tão vibrante tem um quê de radioativo, artificial. Outro símbolo do universo de afetos e relacionamentos é a brincadeira do bem-me-quer, mal-me-quer, representada na capa através da pétala arrancada”, finaliza o artista.



Sobre o novo álbum: Nos últimos dois anos, a banda iniciou o processo de composição e conceituação do primeiro álbum. A inspiração veio de uma pesquisa sobre o processo migratório do pássaro denominado Suiriri, de nome científico Tyrannus melancholicus.


Vindo do Rio Grande Valley of Texas (EUA), a ave migra até o estado do Rio Grande do Sul (BR), onde acasala e morre. Instigado pelo paralelismo entre os "Rio Grandes" e pelos desdobramentos poéticos que o nome científico sugere, nasce o título do novo disco: Tiranos Melancólicos, com lançamento previsto para setembro.


SOBRE RECREIO: Ainda adolescente, o compositor e vocalista Arthur Valandro iniciou suas gravações autorais enquanto residia em uma ilha remota no sul do Alasca. Esse foi o pontapé inicial para dar vida a seu primeiro projeto musical, o Soundlights. Após seu regresso a Porto Alegre, firmou parceria com músicos da cena local independente, e em 2017 lançou seu primeiro EP Sons que vêm do Sítio, pela Lezma Records, e circulou por grande parte do sul e sudeste do país com apresentações ao vivo.


Durante a pandemia, o grupo passou por uma metamorfose gradual em 2021, que levou ao nascimento da banda recreio. Além de Arthur, André Garbini, Bernard Simon, Gabriel Burin e Ricardo De Carli formam o time do coletivo que carrega desde antes a bagagem de proposições experimentais agora aliadas ao pop, propondo temáticas relacionadas ao existencialismo, aos relacionamentos interpessoais e às questões socioambientais.


O álbum Tiranos Melancólicos marca essa nova fase da banda e chega em todos os aplicativos de música em Setembro deste ano.



FOTOGRAFIAS DE: DANILO CHRISTIDIS

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