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A Manhã Seguinte transforma o dia depois em comédia afetuosa

Espetáculo reúne Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello no Teatro VillaLobos


Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello em A Manhã Seguinte | Foto João Pedro Hachiya
Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello em A Manhã Seguinte | Foto João Pedro Hachiya

Rir do constrangimento, do silêncio e daquilo que ninguém sabe bem como dizer. Em cartaz em São Paulo desde 9 de janeiro, A Manhã Seguinte transforma encontros inesperados em uma comédia afetuosa, inteligente e profundamente humana. Sucesso em mais de dez países, o texto do dramaturgo britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil e cumpre temporada no Teatro VillaLobos até 1º de março.


Após uma estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, João Pessoa e Brasília, o espetáculo desembarca na capital paulista sob a direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, com um elenco afinado formado por Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello.


Entre o riso e o desconforto


A trama acompanha um quarteto irresistível. Um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem filtros e um irmão de humor afiado transformam uma manhã aparentemente comum em um delicado campo minado emocional.


Kátia, interpretada por Carol Castro, e Tomás, vivido por Bruno Fagundes, se conhecem por acaso e acordam juntos na manhã seguinte, cercados por dúvidas, silêncios e inseguranças. O cenário já seria constrangedor o suficiente, mas tudo se intensifica com a chegada inesperada da mãe de Kátia, personagem de Angela Rebello, direta, opinativa e sem papas na língua. Para completar o caos, entra em cena Márcio, o irmão interpretado por Gustavo Mendes, especialista em roubar a cena e desestabilizar ainda mais o que já estava fora do lugar.


A Manhã Seguinte | Foto Dalton Valerio
A Manhã Seguinte | Foto Dalton Valerio

A Manhã Seguinte fala sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Sobre aquilo que permanece suspenso quando ninguém consegue nomear exatamente o que sente. Para a diretora Thereza Falcão, dirigir o espetáculo é investigar, com delicadeza e humor, o desconforto do inesperado, especialmente o que não é dito nas relações.


Bel Kutner, por sua vez, ressalta a humanidade da comédia, que convida o público a rir de si mesmo, de suas vulnerabilidades e contradições. Segundo a diretora, trata-se de um teatro de afeto, leveza e verdade, que encontra humor justamente na fragilidade dos vínculos.


Com forte repercussão internacional, o texto de Peter Quilter acumula elogios da crítica estrangeira, descrito como uma comédia envolvente, farsesca e extremamente divertida, capaz de provocar gargalhadas do início ao fim enquanto expõe, com sensibilidade, as inseguranças humanas.


A Manhã Seguinte | Foto Dalton Valerio
A Manhã Seguinte | Foto Dalton Valerio

A montagem brasileira preserva esse espírito e atualiza o olhar para o público contemporâneo, apostando em situações íntimas, diálogos precisos e personagens que poderiam estar em qualquer sala de estar, em qualquer cidade.


Além da temporada em São Paulo, o projeto prevê uma turnê nacional por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela CAIXA Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.


A Manhã Seguinte lembra que nem todo começo precisa ser grandioso. Às vezes, ele acontece depois, no silêncio constrangido de um quarto, no café improvisado e na coragem de seguir.

 

Serviço

Espetáculo: A Manhã Seguinte

Temporada: até 1º de março de 2026Sessões: sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h

Local: Teatro VillaLobos, Shopping Villa Lobos

Endereço: Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777, Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo, SP

Classificação etária: 12 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: comédia

Ingressos: de R$ 21 a R$ 150


 

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