A Manhã Seguinte transforma o dia depois em comédia afetuosa
- Carlos Mossmann
- há 20 horas
- 3 min de leitura
Espetáculo reúne Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello no Teatro VillaLobos

Rir do constrangimento, do silêncio e daquilo que ninguém sabe bem como dizer. Em cartaz em São Paulo desde 9 de janeiro, A Manhã Seguinte transforma encontros inesperados em uma comédia afetuosa, inteligente e profundamente humana. Sucesso em mais de dez países, o texto do dramaturgo britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil e cumpre temporada no Teatro VillaLobos até 1º de março.
Após uma estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, João Pessoa e Brasília, o espetáculo desembarca na capital paulista sob a direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, com um elenco afinado formado por Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello.
Entre o riso e o desconforto
A trama acompanha um quarteto irresistível. Um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem filtros e um irmão de humor afiado transformam uma manhã aparentemente comum em um delicado campo minado emocional.
Kátia, interpretada por Carol Castro, e Tomás, vivido por Bruno Fagundes, se conhecem por acaso e acordam juntos na manhã seguinte, cercados por dúvidas, silêncios e inseguranças. O cenário já seria constrangedor o suficiente, mas tudo se intensifica com a chegada inesperada da mãe de Kátia, personagem de Angela Rebello, direta, opinativa e sem papas na língua. Para completar o caos, entra em cena Márcio, o irmão interpretado por Gustavo Mendes, especialista em roubar a cena e desestabilizar ainda mais o que já estava fora do lugar.

A Manhã Seguinte fala sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Sobre aquilo que permanece suspenso quando ninguém consegue nomear exatamente o que sente. Para a diretora Thereza Falcão, dirigir o espetáculo é investigar, com delicadeza e humor, o desconforto do inesperado, especialmente o que não é dito nas relações.
Bel Kutner, por sua vez, ressalta a humanidade da comédia, que convida o público a rir de si mesmo, de suas vulnerabilidades e contradições. Segundo a diretora, trata-se de um teatro de afeto, leveza e verdade, que encontra humor justamente na fragilidade dos vínculos.
Com forte repercussão internacional, o texto de Peter Quilter acumula elogios da crítica estrangeira, descrito como uma comédia envolvente, farsesca e extremamente divertida, capaz de provocar gargalhadas do início ao fim enquanto expõe, com sensibilidade, as inseguranças humanas.









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