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EMBALADA POR UM GRUNGE POP, KLÜBER REPETE MANTRA DE AUTO-RESPEITO EM “NINGUÉM PRECISA”

Com coprodução musical de Érica Silva, furor e desespero traduzem o single e o clipe que precedem o lançamento do primeiro álbum da artista curitibana.

A cantora, compositora e musicista curitibana Klüber apresenta hoje, 26 de agosto, “Ninguém Precisa”, single que precede Pra Duvidar, seu álbum de estreia. Com produção musical de Érica Silva e Leonardo Gumiero, a canção é um grunge pop onde a artista repete um mantra de auto-respeito com furor e desespero. Com direção de Letícia Futata, o clipe traduz essa atmosfera.


“A letra é uma grande repetição. Compus quando estava rememorando uma mágoa muito grande de um boy que foi uó: adorava ficar comigo na minha casa, mas não me dava um beijo publicamente alegando que não ficava confortável, e foi beijar outro boy na minha frente no rolê que saiu comigo. Famoso boy lixo”, conta Klüber. “Sofri muito e a letra só saiu, na ideia de repetir uma espécie de mantra do auto-respeito: você não vai me ver sofrer, você não vai me ver. Percebi que a memória das coisas boas se esvaiu, ficou só a dor e dela ninguém precisa, o que deu nome à canção”.



Ao lado de Leonardo Gumiero, a produção musical é assinada por sua parceira de longa data, Érica Silva. “Essa música é foda! Eu acho muito legal pensar que Klüber está quebrando muitas barreiras de como as pessoas viam a música que ela faz por ter tido uma formação de piano, clássica. Nessa nova fase, queremos mostrar que isso não pode reduzí-la”, explica. “‘Ninguém Precisa’ é grunge e estamos colocando nossas mãos nesse grunge ao trazer a força das guitarras, do lo-fi. É um grito e nos preocupamos em trazer força, algazarra, bagunça, mas muito musical, com muito cuidado e respiro, com tudo nos seus devidos lugares. Máximo respeito por esse trabalho, eu quero muito que as coisas soem além de onde as pessoas pensam que Klüber se encaixa”.


A canção foi composta no violão, com papo reto e poucos acordes, versos e refrão que se repetem muito. “Tem essa ideia do loop mesmo, do sofrimento que fica nos rondando, da dor e do ódio que a gente fica remoendo e que parece que nunca vai passar. Eu já a compus com o lance rítmico que a Érica pegou na produção e elevou ao máximo, gravando guitarras incríveis, arranjando cello que foi executado lindamente pela Rebeca Friedmann, além das percussões bapho da Gabriela Bruel. Para finalizar, Leo Gumiero criou alguns synths, editou, mixou e masterizou a faixa deixando tudo muito quente. Tem uma referência vocal muito grande do Jeff Buckley, no meu trabalho como um todo, mas nessa faixa especificamente é bem forte”.



O Clipe: Com direção de Letícia Futata, o clipe de “Ninguém Precisa” ilustra o furor e a atmosfera densa que a canção transmite. A maior parte das cenas foi gravada na garagem da Faraoh Records, em Curitiba. As externas são em uma canaleta do Ligeirão, os ônibus vermelhos expressos da capital paranaense. Com baixo orçamento e uma equipe montada nos contatos e afetos, compraram 61 louças para quebrar na parede – o que foi considerado muito terapêutico para Klüber.


“Havia meu desejo já há bastante tempo de gravar uma travesti de vermelho correndo na rua pra essa música. No fim das contas fui eu mesma, trans não-binária, correndo na canaleta do vermelhão. Além disso, trabalhamos em ambiente interno com jogos de luz e contra, além de uma quebradeira de louça que penso refletir muito bem as emoções de quem sofre por amor, rejeição ou desilusão. Como a música traz um clima de suspense e ao mesmo tempo desespero, a parte visual tentou capturar esses sentimentos e dialogar com a canção”, explica.


SOBRE KLÜBER: é uma artista curitibana de 24 anos que define seu som como “Pop Prolixo” ao fundir algumas referências da música de concerto com rock alternativo, folk, indie, grunge e pop alternativo. Em 2019, divulgou seu EP de estreia, Cante Comigo Esse Refrão Clichê de Pop Farofa. Em 2020, logo antes da pandemia, regravou as mesmas canções em um EP ao vivo chamado Cante Comigo Ao Vivo, apresentado para o público no mesmo ano. Desde então, se apresentou em alguns festivais como, Se Rasgum 2022, e está confirmada para a edição do Morrodália 2022. Atualmente, prepara-se para lançar seu primeiro álbum, Pra Duvidar, com previsão para setembro deste ano.



A música existe na vida de Klüber desde a infância, quando começou a estudar teclado aos 7 anos. No início da adolescência, aos 11, entrou no Conservatório de Ponta Grossa (PR) para estudar piano, o prelúdio de uma jornada que não acabou com a conclusão do Bacharelado em Piano, na Belas Artes, em Curitiba (PR). Está apenas no começo. Durante esse período, construiu duradouras parcerias musicais com artistas paranaenses como Murilo Silvestrim, Érica Silva, Gabriela Bruel, Roseane Santos e Michelle Pucci. Participou de singles como Só Mais Sim, de Téo Ruiz, e álbuns como Vazio Lúcido, de Nati Bermudez. É diretora musical da Cia de Teatro da UFPR, leciona piano e canto. Dentre os projetos que participou, assina a preparação das vozes das vocalistas da Mulamba, Amanda Pacífico e Cacau de Sá, para o álbum Será Só Aos Ares. Também é pianista, backing vocal e arranjadora junto a Leo Fressato, Siamese e Jesus Lumma.


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FOTOGRAFIAS DE DUDA ROGALSKI