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Caio Blat e Pedro Henrique Müller levam Kafka ao palco em adaptação sobre arte, reconhecimento e obsessão

Dirigido por Caio Blat, Subversão Kafka estreia em 14 de agosto, no Rio de Janeiro, reunindo o ator e Pedro Henrique Müller em cena em uma adaptação dos três últimos contos de Franz Kafka


Subversão Kafka Foto por Carol Campos
Subversão Kafka Foto por Carol Campos

Mais de um século após a morte de Franz Kafka, seus personagens continuam encontrando novos espaços no teatro contemporâneo. Em Subversão Kafka, Caio Blat e Pedro Henrique Müller interpretam uma adaptação inspirada nos contos Primeira Dor, O Artista da Fome e Josefina, a Cantora dos Ratos. Com dramaturgia de Rogério Blat e direção de Caio Blat, a peça estreia em 14 de agosto no Teatro Prio, no Rio de Janeiro, onde permanece em cartaz até 27 de setembro.


A dramaturgia reúne três narrativas escritas nos últimos anos de vida de Kafka, marcadas por personagens que oscilam entre a busca pela excelência, o fracasso e a necessidade de reconhecimento. A partir desse conjunto, a história acompanha quem faz da arte o centro da própria existência, sem abrir mão do humor, da ironia e do absurdo característicos da escrita do autor tcheco.


A trama acompanha dois artistas responsáveis pela última apresentação de uma companhia instalada em um teatro em ruínas. A principal atração da noite é Josefina, uma cantora cuja fama atrai uma multidão de ratos. Quando ela demora a entrar em cena, os atores recorrem ao improviso para conter a inquietação da plateia, enquanto revisitam personagens que marcaram a trajetória da companhia, como o trapezista que jamais quis abandonar o trapézio e o jejuador que transformou a própria privação em espetáculo.


Subversão Kafka Foto por Carol Campos
Subversão Kafka Foto por Carol Campos

Em vez de reproduzir os contos literalmente, Subversão Kafka utiliza essas histórias como ponto de partida para abordar o lugar da arte diante das expectativas do público e os limites entre vocação, obsessão e reconhecimento.


Para escrever a peça, Rogério Blat pesquisou a vida e os escritos de Kafka em busca de uma tradução cênica capaz de recriar a atmosfera de estranhamento presente em seus textos. Segundo o dramaturgo, os contos se entrelaçam às situações vividas pelos próprios atores durante a apresentação, aproximando palco e plateia. Como o projeto reúne integrantes da mesma família, ele também procurou construir um espetáculo que permanecesse estimulante para os intérpretes ao longo de toda a temporada.


A trilha executada ao vivo por Fernando Moura acompanha as mudanças de atmosfera e se integra à ação dramática. Em cena, Caio Blat divide o palco com Pedro Henrique Müller, que também assina a assistência de direção.


Subversão Kafka Foto por Carol Campos
Subversão Kafka Foto por Carol Campos

Nos últimos anos, Caio Blat ampliou sua atuação como diretor, conciliando projetos no teatro e no audiovisual. Em Subversão Kafka, essa experiência se traduz em uma leitura que parte dos contos de Kafka sem buscar uma reconstrução fiel. Reconhecimento, vocação e a relação entre artista e público atravessam toda a peça, aproximando textos escritos há mais de um século de questões que continuam presentes.





Serviço

Subversão Kafka

Temporada: 14 de agosto a 27 de setembro

Sessões: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h

Local: Teatro Prio, Jockey Club, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

Classificação indicativa: 12 anos

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