A MÁQUINA
- Yellow Mag

- 15 de out.
- 3 min de leitura
Longe que só a gota no tempo é muito mais longe que só a gota do que longe que só a gota no espaço (Antônio de Dona Nazaré)

Exatamente 25 anos depois de sua estreia no galpão do Armazém 14, no Recife, A Máquina, premiado espetáculo adaptado do romance homônimo de Adriana Falcão, e dirigido pelo renomado encenador pernambucano João Falcão, volta aos palcos do Brasil. A peça, que marcou a história da dramaturgia brasileira por sua inventividade e revelou ao país os talentos de um quarteto pouco modesto: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gustavo Falcão e Vladimir Brichta - até então desconhecidos do grande público, estreia dia 9 de outubro, no novíssimo TEATROIQUÈ, em São Paulo. A montagem ficará em cartaz até dezembro e deve circular nas principais capitais do país a partir de 2026.
"Era extraordinário que João, na época o diretor mais em evidência no Brasil quisesse fazer uma peça conosco. De repente a gente estava no mundo, A Máquina trouxe o mundo pra gente". - Wagner Moura
O enredo convida o espectador a adentrar a fictícia cidade de Nordestina, um lugar comum, sem recursos, como tantas cidades do interior do Brasil, onde o jovem Antônio decide mudar seu destino — e o do mundo — para impedir a partida de sua amada Karina. Para isso, promete o impossível: viajar no tempo e trazer o mundo até sua cidade.
"Era a história desse homem que queria fazer com que seu amor permanecesse em Nordestina, na terra deles, e pra isso ele ia pro futuro. E a gente pensava muito nisso, qual era o futuro que a gente queria construir". - Lázaro Ramos

Na nova montagem Antônio ganha vida através dos jovens atores Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto, do celebrado e premiado coletivo Ocutá (‘O Avesso da Pele’). Karina, por sua vez, será interpretada por Agnes Brichta, filha do ator Vladimir Brichta, um dos Antônios na montagem original.
Vinte e cinco anos depois da estreia no Recife, João Falcão se sentiu novamente desafiado a reconstruir aquela enorme engrenagem (mais de 600 quilos de cenário), um palco giratório que representa a passagem deste que Maria Bethânia chama de compositor de destinos, o tempo.
Ao contrário de outras montagens suas de sucesso, como A dona da história (1997), Uma noite na lua (1998) e Gonzagão - A lenda (2015), “A Máquina foi muito mais falada do que vista”, conta João. Isso porque os limites da estrutura cenográfica - que comportava um público reduzido a cada sessão - e a agenda cada vez mais disputada dos atores, acabaram por aguçar ainda mais a curiosidade de muitos sobre o porquê do sucesso da peça. “Chegou a hora de mais gente conhecer Nordestina e a história de Antônio e Karina.”
"Que bons ventos façam girar essa nova máquina, com esses novos Antônios e essa nova Karina". - Adriana Falcão

SERVIÇO
TEATROIQUĖ (Rua Iquiririm, 110 - Vila Indiana - Butantã - São Paulo)
Temporada: de 09 de outubro a 14 de dezembro de 2025*
Horário: Quinta e Sexta, às 21h | Sábado, às 18h e 21h | Domingo, às 18h
Ingressos: R$150 (Inteira) e R$75 (meia), à venda pelo Sympla.
Lotação: 200 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre
*dia 25/10 não haverá espetáculo
** Recomendamos um estacionamento 24h que fica a 200m do Teatro. O estacionamento fica localizado na Rua Barroso Neto, 216
*** Informamos que não existem assentos marcados. Todos os lugares da platéia contemplam a visão ideal do espetáculo.








Comentários