Grace Gianoukas estreia “Dora”, comédia inédita de Thereza Falcão, no Teatro dos Quatro
- Yellow Mag
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Com direção de Gilberto Gawronski, espetáculo estreia em 7 de agosto e apresenta uma personagem espirituosa diante das surpresas da vida

Uma das grandes referências da comédia brasileira, Grace Gianoukas protagoniza “Dora”, novo espetáculo escrito por Thereza Falcão e dirigido por Gilberto Gawronski. A montagem inédita estreia no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, em curta temporada, de 7 a 30 de agosto, com apresentações às sextas e aos sábados, às 18h, e aos domingos, às 17h. Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro e pelo site da Eventim.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e BB Seguros, com realização da Inova Brand, “Dora” é uma comédia sensível e bem-humorada sobre uma mulher espirituosa, cheia de certezas e com uma maneira muito particular de enxergar o mundo. Entre lembranças, relações familiares e situações inesperadas, ela percebe que a vida ainda pode guardar grandes surpresas.

Na peça, Grace encarna uma mulher que acreditava que sua história já estava escrita. Mas a vida provou que ainda faltavam alguns capítulos. Dora passou décadas cuidando dos outros. Dedicou-se à família, preservou suas histórias, assumiu responsabilidades e adiou desejos que pareciam poder esperar. Acreditava conhecer perfeitamente a mulher que havia se tornado e as razões que determinaram cada uma de suas escolhas. Até que as certezas que sustentavam sua existência começam a perder o lugar. É desse ponto de partida que a comédia se desdobra, transitando com naturalidade entre o riso e a emoção para falar sobre aquilo que todos carregamos: as escolhas que fazemos, as versões que construímos sobre nós mesmos e a possibilidade de transformar o próprio destino.
Em cena, Dora se vê diante de perguntas que evitou durante toda a vida. Ao revisitar relações familiares, amores interrompidos, promessas não cumpridas e sonhos adiados, ela percebe que o passado não é uma narrativa imutável. Cada lembrança pode esconder um novo significado, e cada verdade pode alterar profundamente a maneira como nos enxergamos.
O espetáculo toca, com delicadeza e irreverência, em temas como luto, pertencimento, culpa, envelhecimento, solidão e desejo. Espirituosa, contraditória, impaciente, afetuosa e dona de uma percepção particular sobre o mundo, a personagem vive cercada pelas presenças de uma família que já não está fisicamente ao seu lado, mas que continua influenciando seus gestos, decisões e afetos. A sua relação com a família, com os vizinhos, com o trabalho, com a tecnologia e até com a própria ideia de felicidade cria situações absurdas e reconhecíveis, de suas manias e pequenas revoltas às suas tentativas de manter tudo sob controle enquanto a vida insiste em surpreendê-la.
