Nanda Costa é cangaceira em “Maria de Maria”, faroeste brasileiro que estreia no Festival do Rio
Dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, longa acompanha uma mulher que abandona o sertão depois de ter seu bando dizimado e tenta recomeçar no Centro-Oeste dos anos 1940

Uma cangaceira grávida atravessa o Brasil em fuga. O destino é o Centro-Oeste, região atravessada pela política da chamada Marcha para o Oeste durante o governo de Getúlio Vargas. É nesse território, entre a violência de um passado que insiste em acompanhá-la e uma natureza que também impõe seus próprios limites, que se passa “Maria de Maria”, novo longa dirigido por Luiza Shelling Tubaldini e protagonizado por Nanda Costa.
O filme fará sua estreia mundial na competição de longas de ficção da Première Brasil, no Festival do Rio. É a segunda vez consecutiva que Tubaldini participa da principal competição do evento. No ano passado, “Love Kills” esteve entre os selecionados e recebeu o prêmio de Melhor Som.
A história nasce de uma paixão antiga da diretora pelo western. Criada no interior, Tubaldini cresceu assistindo na televisão a filmes de John Ford, Sergio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah. Mas havia algo naquelas produções que despertava uma curiosidade particular. E se as mulheres ocupassem o lugar dos protagonistas?
“Fazer um western no Brasil sempre foi uma vontade”, afirma a cineasta.
Em “Maria de Maria”, essa ideia encontra uma personagem que já conhece a violência antes mesmo de iniciar sua fuga. Depois da destruição de seu bando, Maria deixa para trás a vida de cangaceira e parte grávida para uma região desconhecida. O que procura é simples de dizer, mas difícil de conquistar: uma nova vida. O passado, entretanto, não desaparece com a mudança de território.




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